A OpenAI vai começar a testar, ainda neste mês, um novo formato de anúncios dentro do ChatGPT: imagens patrocinadas. Quando o usuário pedir para o chatbot gerar uma imagem, produtos e serviços de anunciantes poderão aparecer na tela, integrados ao resultado visual. O teste começa nos Estados Unidos.

Junto com o novo formato, a empresa expandiu ferramentas de mensuração, parcerias de atribuição e controles de adequação de marca — o kit básico que qualquer plataforma de anúncios precisa oferecer para convencer um anunciante a investir dinheiro nela. Isso indica que a OpenAI está tratando publicidade como linha de negócio permanente, não como experimento isolado.

Isso não é a estreia da OpenAI em anúncios. A empresa já havia iniciado um programa de publicidade no ChatGPT antes; o anúncio de agora é uma expansão desse programa para um formato novo — visual, embutido na própria geração de conteúdo, não um banner ao lado da conversa. A diferença importa: até aqui, monetização de assistentes de IA geralmente significava assinatura (o ChatGPT Plus) ou cobrança por uso de API. Publicidade dentro da resposta gerada é um território diferente, mais próximo do que Google e Meta fazem há décadas, mas aplicado a um produto que vende exatamente a promessa de respostas "neutras" e sem patrocínio explícito.

O movimento também situa a OpenAI no mesmo jogo que outras empresas de IA generativa já começam a disputar: como transformar centenas de milhões de usuários ativos em receita recorrente sem depender só de assinaturas. Ferramentas de mensuração e atribuição sugerem que a empresa já está pensando em relatórios de performance para anunciantes — ou seja, tratando o ChatGPT como um canal de mídia mensurável, com métricas parecidas às de busca paga ou redes sociais.

O que fica em aberto é como a OpenAI vai sinalizar, na prática, que uma imagem é patrocinada, e se essa sinalização será clara o suficiente para não confundir usuários que recorrem ao ChatGPT justamente pela percepção de resposta imparcial. Também não está claro se o formato vai se expandir para texto e outras respostas do chatbot, nem que critérios vão definir quais marcas entram no programa. A empresa não detalhou preços, volume esperado de anúncios por sessão, nem se haverá alguma opção para usuários pagantes verem menos (ou nenhum) anúncio.